VENCENDO AS TENTAÇÕES
Torne a ler a tentação de Jesus no Evangelho segundo Mateus
(4:1-11), Marcos (1:12-13) e Lucas (4:1-13).
Ela ocorreu logo depois do batismo e imediatamente antes do início de
seu ministério, aos 30 anos (Lc 3:23).
Foi uma experiência horrível. Observe os
opostos: feras e anjos, deserto e
cidade, pedra e pão, diabo e Espírito Santo, tentação e glorificação. Essa estranha convivência entre anjos e
feras, cidade e deserto, pão e pedra, Espírito Santo e diabo, glorificação e
tentação é sempre passageira. De
repente, as feras vão embora e ficam só os anjos.
Jesus resistiu ao diabo. Não transformou
pedras em pães. Não se atirou do
pináculo do templo. Não se inclinou
diante do diabo. Não cedeu em nada. Não se deixou enganar, como Eva (2 Co 11:3).
Jesus foi tentado outras vezes e “em todas as coisas, à nossa semelhança” (Hb
4:15). A última tentação foi muito
sutil, pois os principais sacerdotes garantiram que confiariam nele se Ele
descesse da cruz (Mt 27:12). A tentação
anterior aconteceu no Getsêmani, doze horas antes, quando Jesus, no auge do seu
sofrimento, suplicou a Deus que lhe tirasse o cálice das mãos, caso fosse
possível (Mt 26:36-46).
Se Jesus foi tentado, às vezes tão grosseiramente, por que você não o
seria? A vitória de Jesus sobre a
tentação não foi automática. Ele
precisou dizer não. Você também precisa.
(Revista Ultimato - mai/jun 2000
p. 56)

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