O Brasil dispõe de mais de 3 mil
cirurgiões plásticos. Só no Rio de
Janeiro são mais de 900. Ivo Pitanguy, o
mais famoso, já operou acima de 60 mil pacientes em quarenta anos de
profissão. A quantidade de pessoas
insatisfeitas com sua aparência física é assustadora. O próprio Pitanguy admite que alguns de seus
clientes precisam mais de uma orientação psicológica do que de uma cirurgia
plástica.
A propósito
vale lembrar que a Bíblia fala de um rapaz, Absalão, que era o homem mais
bonito de Israel: “da planta do pé ao
alto da cabeça não havia nele defeito algum” (2 Sm 14:25). Porém, moralmente falando, esse filho de Davi
era horrível. Ele assassinou a emboscada
o próprio irmão Amnon, liderou uma revolução que destronou o pai e ainda
coabitou ostensivamente com dez concubinas de Davi.
A cirurgia
de caráter é necessária porque, como Absalão, perdemos a beleza com a qual
fomos criados: “Façamos o homem à nossa
imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26).
A recuperação da imagem de Deus é possível mediante a regeneração e a
santificação. Na regeneração, Deus opera
uma transformação radical e completa em nós, em virtude da qual nos tornamos
novas criaturas. Na santificação, Deus
continua a operar em nós, capacitando-nos a cumprir os novos e santos desejos.
Por ocasião
da segunda viagem missionária, no ano 50 da era cristã, o apóstolo Paulo passou
dezoito meses na cidade grega de Corinto, distante 80 km de Atenas, e fundou
ali uma Igreja Cristã. Entre os que se
converteram ao evangelho, alguns eram imorais, idólatras, adúlteros, ladrões,
avarentos, beberrões, difamadores e marginais.
Mas, como diz a Bíblia, eles foram lavados, santificados e justificados
(I Co 6:9-11). Em outras palavras, eles
sofreram uma profunda plástica no caráter.
A plástica
de caráter não é feita por cirurgiões plásticos. É feita por Jesus Cristo. Ele mesmo disse que veio “buscar e salvar o
perdido” (Lc 19:10), pois “os são não precisam de médico, e sim os doentes”.
Um forte abraço....
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